Casa diariamente invadida por escorpiões e baratas. Esse é o drama de Lucas Carvalho que reside na vizinhança do Cemitério São João Batista (conhecido como cemitério velho), no Centro de Itabirito (MG). Ele mora a 100 metros do local e vive esse pesadelo há 4 anos.

Tal situação acontece em residências de até 500 metros do cemitério. 

Segundo Lucas, recentemente, na vizinhança, um escorpião, que estava dentro de uma bota, picou um homem quando ele foi calçá-la. Lucas relatou também que um desses animais peçonhentos foi encontrado embaixo do travesseiro de um recém-nascido há cerca de dois meses.  

O morador escreveu a seguinte mensagem na rede Facebook: “A gente conversa, a gente pede, a gente solicita, a gente protocola, a gente tem paciência e faz tudo do jeito certo, mas não temos nenhum êxito. Eu juro que não sei mais o que fazer. Até quando, senhor prefeito, que as incompetências sua e de seus subordinados vão? Será que é preciso fazer as coisas da forma errada para dar certo? Eu já estou cansado dessa situação e vocês só vêm com panfletos e conversa mole ‘pro’ lado da gente (…). Quanto desrespeito! Será que isso não é um problema grave?”

Em entrevista, Lucas disse que moradores criam galinhas-d’Angola para combater os escorpiões. “Se não fossem elas, teríamos até mais problemas”, acredita ele.

Ainda de acordo com Lucas, escorpiões sempre existiram na área do cemitério, mas de quatro anos para cá, o problema se agravou. “Em três meses, matei mais de 40 escorpiões. Antes, aparecia um a cada cinco anos”, afirmou.

Lucas acredita que o problema é que a Prefeitura não vem combatendo as baratas (alimentos dos escorpiões) de maneira satisfatória. “Os funcionários públicos vêm aqui de dia, dão uma olhada e vão embora, quando na verdade os escorpiões aparecem mais à noite”.   

Por meio do vereador de oposição Ricardo Oliveira (PSB), o caso será levado (mais uma vez) para ser discutido na Câmara de Vereadores de Itabirito.

Resposta da Prefeitura

Em contato com a Vigilância em Saúde da Prefeitura de Itabirito, a reportagem foi informada de que ações acontecem quinzenalmente na área para tentar controlar aracnídeos e insetos. Segundo a direção da Vigilância em Saúde, um texto está sendo feito para explicar a situação aos moradores da região. Texto esse que deve ser publicado ainda esta semana.