Marcelo e sua mascote adotada Natasha se cumprimentam. Foto: Minuto Mais

Matéria atualizada às 23h34 de 11/7/2016

Ele é o pesadelo para aqueles que maltratam animais e para os corresponsáveis pelas mazelas contra os bichos em Itabirito, principalmente os domésticos. Seu nome é Marcelo Silva Celestino, o professor Marcelo Biólogo. “Se estiverem prejudicando os animais, estão mexendo comigo”, disse ele.

Desde 2010, um projeto de educação e proteção animal é desenvolvido por ele na cidade. Seus alunos (voluntariamente) recebem aulas sobre a vida dos animais, bem como sobre a guarda responsável.

Uma das alunas de Marcelo. Foto - arquivo pessoal
Uma das alunas de Marcelo. Foto – arquivo pessoal

O curso não é simples. As discussões e as imagens podem chocar os mais “sensíveis”. “Para conseguirmos o nosso objetivo de fato, não podemos ‘pegar leve’. As coisas têm de ser mostradas sem dó”, disse o professor em entrevista ao Minuto Mais.

Dentro do projeto, os estudantes se tornam “bioprotetores”. Uma das propostas é fazer com os alunos levem em nas mochilas escolares saquinhos de chup-chup com ração para cães. Quando um cão de rua é encontrado, o bioprotetor o alimenta e tira uma foto, uma self de preferência. Isso como forma de divulgar o projeto.

Mas esse detalhe é só uma parte da proposta que tem a intenção de sensibilizar as pessoas sobre os direitos dos animais. E, caso seja possível, fazer com que os alunos adotem cães e gatos sem lar. “O objetivo é criar multiplicadores e formar uma rede de alunos conscientes. Para se ter uma ideia, nos últimos dias, dois cães foram adotados por alunos ”, afirmou o professor.

Atualmente, são 37 estudantes envolvidos. A proposta é que, brevemente, inscrições possam ser abertas a todos os interessados.

O curso é uma atividade extraclasse da Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior (o Industrial). Portanto, não é obrigatória e não interfere na grade curricular “normal”.

Definitivamente, Marcelo é um apaixonado pela causa, não somente como professor, mas também como cidadão. Em sua casa, há três cães (sem raça definida) que foram adotados por ele e 15 gatos com a mesma sorte.

O projeto para formar bioprotetores. Foto - arquivo pessoal
O projeto para formar bioprotetores. Foto – arquivo pessoal

E quando o assunto são os animais, expressar-se sem conhecimento de causa não é com ele. Marcelo, além de professor, é biólogo, consultor ambiental e é mestrando em ensino de ciências e biologia pela Universidade Federal de Ouro Preto. E ele afirma que não tem nenhuma pretensão político-partidária.

“Não defendo que todos os cães devam ir para o canil. Lá, algumas vezes, é um local inóspito para eles. Existem os cães comunitários que são a adotados por uma rua, um bairro. Eles precisam ser alimentados, vacinados e vermifugados, e a sociedade é que tem de fazer isso. Por outro lado, é preciso que as autoridades assumam responsabilidades e promovam, por exemplo, a correta manutenção do canil e as castrações, como já aconteceram várias vezes em Itabirito”, disse Marcelo, o “Professor Pet” da cidade.

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