Malathion é lançado na Rua Brasil, bairro de Lourdes. Foto: Minuto Mais

De janeiro a 12 de maio de 2016, segundo a Vigilância em Saúde da Prefeitura, foram 249 casos confirmados de dengue em Itabirito. Apesar desse número, a situação da cidade é proporcionalmente bem mais confortável que as próximas Contagem e Betim, por exemplo, áreas onde de fato “mora o perigo”.

O número de casos de dengue teve um aumento “além da expectativa” porque a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais determinou (segundo a diretora da Vigilância em Saúde da Prefeitura, Katia Pacheco) que os casos suspeitos passem a ser tratados como “positivos”, mesmo sem que haja a confirmação laboratorial. “Isso porque o laboratório do Estado não suporta a demanda. Então, não é preciso mais a confirmação. Tal atitude não significa risco para o paciente uma vez que no caso da dengue não se trata a doença e sim os sintomas”, diz a diretora.

Recentemente, parte da imprensa itabiritense divulgou a seguinte notícia: “Itabirito confirma 94 casos de dengue; um de zika e um de chikungunya”. No que diz respeito à dengue, essa era a realidade em 12 março de 2016 (quando o texto foi publicado). Contudo, a matemática da dengue mudou e todos os casos suspeitos desde abril estão sendo tratados como confirmados.

Todavia, segundo Katia, ainda não estão confirmados pelo Governo de Minas Gerais os casos de zika e chikungunya em Itabirito. “No caso da zika, há uma confirmação que veio de outro estado”, diz a diretora da Prefeitura. “No caso da chikungunya, ainda não há resultados laboratoriais”.

Parte da equipe da Prefeitura no combate à dengue: trabalho pesado. Foto: Minuto Mais
Parte da equipe da Prefeitura no combate à dengue: trabalho pesado. Foto: Minuto Mais

Ações estão sendo promovidos pela Prefeitura de Itabirito para o combate ao mosquito transmissor das três doenças. O “fumacê” que mata o mosquito adulto já percorreu os bairros Nossa Senhora de Fátima, Capanema, Padre Adelmo, Santo Antônio, Praia, Saudade, Vila Gonçalo, Funcionários, Lourdes, Santa Efigênia e Cardoso.

A substância que está sendo jogada nos bairros é o Malathion, fornecida pelo Estado. Os moradores são avisados por carta a respeito dos trabalhos de “pulverização”, dia e hora.

Durante a aplicação do produto, as casas têm de estar abertas, amimais têm de ser colocados nos fundos (longe do produto) e casas em que há enfermos não podem receber o produto. O profissional aplicador somente joga o produto dentro da residência quando há caso de dengue naquele local específico.

Dia 18 – mutirão no Bela Vista

A próxima atividade dos profissionais da Vigilância em Saúde da Prefeitura acontecerá no bairro Bela Vista. Trata-se do “multirão da dengue”. A partir das 8h, do dia 18 de maio, materiais que acumulam água devem ser colocados do lado de fora das casas para serem recolhidos.

A diretora Katia Pacheco alerta que repelentes e inseticida são eficazes contra o “mosquito adulto”, mas são inócuos no que diz respeito às larvas. “Então, o combate à água parada tem de continuar. É isso que combate a dengue de fato”, diz ela.

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