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ARTIGO DE OPINIÃO – “Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo”, já dizia o comentarista Paulo Francis. Minha sugestão é: tente não odiar tanto as pessoas. Caso seja imprescindível esse sentimento, prefira ignorar seu desafeto.

Valorize mais seus amores. Isso sim é importante. Boa parte dos “azares” de sua vida é provocada por suas próprias atitudes, suas angustias e suas “viagens psiquiátricas”.

Tente beber mais água, estudar, fazer algum exercício físico diário (isso vale para mim também). Vai construir uma casa? Deixe espaço para uma árvore. Quem sabe duas, três ou 10? Plante a árvore certa, para depois não precisar cortá-la.

Tente se aceitar. Não digo que você não possa evoluir, mas para que a evolução aconteça de forma veemente, você tem de estar de bem consigo mesmo.

Na briga de direita versus esquerda, por exemplo, uma coisa é fato: ambos acreditam que são o melhor caminho para o país. O problema não é o povo direitista ou esquerdista, e sim os líderes brasileiros da esquerda e da direita que “sempre que possível” dão espetáculo de corrupção e incompetência.

Não se preocupe tanto com outro. O que o outro pensa e faz (não sendo contra a lei, por exemplo) é problema dele.       

A gente reclama muito dos políticos, do próximo, mas (muitas vezes) nos esquecemos dos nossos umbigos.

Há milhões de motivos para reclamações. Mas há o que comemorar. A violência aumentou em Itabirito (MG), principalmente após o advento do crack. Contudo, coisas evoluíram na cidade.

A própria policia está bem mais preparada. Imagina os policiais da década de 80, tradicionalmente com sobrepeso, enfrentando os problemas de hoje?  

Lembro-me que quando cheguei a esta cidade, em 1980, íamos eu a empregada de minha casa (ambos vindos de Uberada), todo santo dia, jogar sacos de lixo no Rio Itabirito (do alto da ponte de São Sebastião). Era comum! Muita gente fazia essa imbecilidade. Hoje os poucos que jogam lixo no rio, fazem isso às escondidas porque TODOS sabem o quanto tal atitude prejudica o município.

Eu morava em cima do Supermercado Beira Rio (hoje Farid). Os eventos na Praça de São Sebastião (na “porta” de minha casa) eram ao deus-dará. Som nas alturas, sem hora para acabar e em qualquer dia.

A própria paróquia de São Sebastião tinha um sistema de som ensurdecedor que atingia boa parte da cidade por meio do qual a missa e recados mil eram “transmitidos”. Uma poluição sonora sem fim.  

Há anos, no carnaval, eu chegava em casa às 9h da manhã. Depois da festa, quando estava me preparando para dormir, passava um carro de som com decibéis nas alturas tocando: “A gente não pode comer arroz, a gente não pode comer feijão. Ainda tem que andar descalço sem ter que pisar no chão. Deixa de bobeira, deixa de bobagem, já virou sacanagem”.

Pois é! O axé, naquela época, tinha até um cunho social, só não tinha ordem na cidade para determinar a hora de cessar o som.

As evoluções em Itabirito passam por várias áreas: educação e saúde, por exemplo. Quando eu era criança, médico bom era de Belo Horizonte. O de Itabirito era de segundo linha. Uma tolice! Como se médicos que atuavam em Itabirito não fossem formados pelas mesmas universidades dos de BH. Hoje ninguém tem dúvidas de que Itabirito tem bons médicos: públicos ou particulares.

A educação também evoluiu muito. Quando eu estudava em escola pública itabiritense, somente metade de cada livro didático era vista durante o ano. Situação que jamais aconteceria em uma boa escola da capital.

Atualmente, é possível estudar em uma instituição de ensino itabiritense de qualidade.

Por outro lado, mais que no passado, a natureza em Itabirito vem sofrendo ataques desenfreados, de toda ordem (loteamentos, minerações etc), provenientes de empresas e com a benção das autoridades. Autoridades essas que responderão, à luz da história, pela conivência com a destruição ambiental.

Ou seja, situações pioram, outras melhoram. Contudo, uma coisa é certa: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, já dizia Mahatma Gandhi.

Então: tente, evolua, ouse, faça um esforço para ser feliz, e você verá que o mundo mudará ao seu redor.

Feliz 2018! Este ano é seu. “Tudo que eu faço é culpa minha”, sempre reclama o queridíssimo Chaves, do seriado sucesso do SBT.

É isso mesmo! Está ruim? Você também é o culpado. Está bom? Idem.