Esta foto foi tirada na época em que o curso de direito de Itabirito conquistou boa avaliação do MEC. Foto: Minuto Mais

Segundo a revista Exame, um dos mais importantes veículos de comunicação do Brasil especializados em economia, “das 2.109 instituições de ensino superior avaliadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), 313 tiveram avaliação insatisfatória, medida por meio do IGC (Índice Geral de Cursos)”.

Entre as faculdades consideradas pelo MEC como as piores do país, está o curso de direito atualmente ministrado em Itabirito pela Faculdade Alis. O curso, em questão, está sob a responsabilidade da mantenedora Unipac (Universidade Presidente Antônio Carlos).

O direito, em Itabirito, vinha se mantendo com a nota 4 (boa avaliação) até que despencou para 2. Por sua vez, o curso de administração da Unipac de Itabirito se manteve com nota considerada boa pelo MEC (3). Os outros cursos da Unipac ainda não foram avaliados.

É inegável que a universidade foi um ganho imensurável para Itabirito. Oportunidade para que muitos itabiritenses, com formação escolar mediana nos ensinos fundamental e médio, pudessem ingressar em uma instituição superior de ensino.

Não é exagero salientar que profissionais de sucesso, formados pela Unipac, atuam no mercado. Todavia, é preciso que a direção e os alunos da Unipac revejam conceitos para mudar a avaliação atual ruim dada pelo Ministério da Educação. Mesmo porque a Unipac de Mariana conquistou nota 4 (a nota máxima é 5), mas a Unipac de Sabará, Nova Lima, Itajubá, Governador Valadares, Barão de Cocais, Itambacuri, Elói Mendes, Leopoldina, Senhora dos Remédios, Itanhandu e Itabira também obtiveram notas ruins.

O que é IGC

De acordo a Exame, “O IGC é o indicador oficial de qualidade do ensino superior no Brasil, é calculado todos os anos e é de responsabilidade do MEC. A mais recente avaliação, do ciclo de 2015, cujos resultados eram aguardados no fim de 2016 foi divulgada na semana passada no site do Inep”. Isso quer dizer que as notas atuais se referem a 2015.

Segundo a publicação, “o índice vai de 1 a 5, e as notas na faixa 1 e 2 indicam mau desempenho passível de punição. Uma delas pode ser até proibição de novos vestibulares até que medidas para a melhora de desempenho sejam postas em prática”.

Como é calculado o IGC?

O IGC leva em conta a média dos CPCs (Conceito Preliminar de Curso) dos últimos três anos. O CPC é calculado no ano seguinte à realização do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

“Foram avaliados os cursos de administração, administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda, relações internacionais, secretariado executivo, tecnologia em comércio exterior, tecnologia em design de interiores, tecnologia em design de moda, tecnologia em design gráfico, tecnologia em gastronomia, tecnologia em gestão comercial, tecnologia em gestão de qualidade, tecnologia em gestão de recursos humanos, tecnologia em gestão financeira, tecnologia em gestão pública, tecnologia em logística, tecnologia em marketing, tecnologia em processos gerenciais, teologia e turismo”, diz a Exame.

A revista ainda diz que algumas instituições da lista completa aparecem sem conceito, ou com a informação de descredenciamento ou ainda com a ressalva de que estão sub-júdice. As avaliações são divididas entre universidades, institutos federais, centros universitários e faculdades.

Nenhuma faculdade de Mariana e Ouro Preto foram citadas entre as piores do país.

Resposta da Unipac de Itabirito ao Minuto Mais

O texto, a seguir, é a resposta da Unipac de Itabirito dada pelo coordenador do curso de direito, José Carlos Henriques:

“Os índices IGC e CPC, para serem formados, levam em conta variados aspectos e elementos institucionais diversos, razão pela qual os resultados consideram a estrutura das instalações físicas, a nota obtida pelos alunos no Enade 2015, além de outros insumos. O curso, em atuação desde 2008, obtém altos índices de aprovação no exame da OAB e, inclusive em 2015, obteve nota satisfatória no Enade. Concorreu para a formação do IGC 2, uma percepção desfavorável dos equipamentos da estrutura física, avaliação esta realizada pelos alunos. O curso em si, ou seja, considerando-se as práticas pedagógicas, a base do núcleo de formação profissional, os eventos que promove, a integração do currículo com as necessidades da futura profissão etc. não apresenta qualquer déficit. Quanto aos aspectos mais negativamente avaliados, principalmente quanto aos aspectos da estrutura física,  providências já estão sendo tomadas pela instituição, inclusive com a construção de sua nova sede, às margens da BR 356, próximo ao Ita. Com isto, certamente, uma nova avaliação in loco, por parte do MEC, recolocará o curso de direito no elevado patamar de avaliação, ‘onde’ sempre esteve.”

 É possível baixar a lista completa por meio do site do Inep/MEC.