Em meio à polêmica, de direitos autorais das músicas, entre os membros que saíram e ficaram no Sepultura, a banda de heavy metal se apresentará em Ouro Preto (MG), sexta-feira (18 de agosto), às 23h, no Centro Acadêmico da Escola de Minas (Caem), Praça Tiradentes, número 9, Centro Histórico.

A informação de que haverá o show é do site oficial da banda.

Difícil imaginar algo do tamanho do Sepultura em um local para, no máximo, 1.000 pessoas (ou um pouco mais). Afinal, trata-se da banda brasileira de maior sucesso no mundo. 20 milhões de cópias vendidas. Legiões de fãs espalhadas pelos quatro cantos do planeta. 30 anos de carreira. O Sepultura influenciou nada menos que Slipknot, Korn, Pantera, System of a Down, e muitas outras bandas pelo mundo afora.

Sepultura: sucesso colossal e farpas entre os integrantes marcaram a carreira da maior banda brasileira de renome internacional de todos os tempos. Fotos: reproduções

O questionamento sobre a capacidade da “casa de shows” ouro-pretana fica mais claro quando se sabe que o Sepultura já se apresentou, durante a carreira, por exemplo, para mais de 40 mil pessoas em São Paulo (SP), 100 mil no Rio de Janeiro (RJ), 30 mil na Holanda, 50 mil na Inglaterra e 100 mil na Indonésia.

Definitivamente, a banda não está mais na “era de ouro”, em termos de aclamação do público, como foi na época do disco “Roots”, de 1996: o mais vendido da história do grupo. Para se ter uma ideia, no ano em questão, o Sepultura conquistou disco de ouro na Alemanha, França, Estados Unidos e Brasil.

Entretanto, segundo Sérgio Fernandes, do Portal Vírgula (UOL), “o nível das composições nunca caiu. ‘Dante XXI’ (2006), ‘Kairos’ (2011) e o mais recente trabalho, ‘Machine Messiah’, são aclamados pela crítica e fãs, sendo que o último é tido por muitos como o melhor álbum da banda desde o clássico ‘Chaos A.D.’ (1994)”, informou o colunista.

Aliás, “Chaos A.D.” foi considerado pela revista Rolling Stone o 29º melhor álbum de heavy metal de todos os tempos.

Entenda parte da polêmica atual

De acordo com o jornal Diário Catarinense, os irmãos Max Cavalera e Igor Cavalera, fundadores e ex-membros do Sepultura, não permitiram que músicas da banda fossem usadas no documentário recém-lançado “Sepultura Endurance”, que conta a trajetória do grupo brasileiro.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o diretor do documentário, Otávio Juliano, estreou o filme em Los Angeles sob protesto: como não podia utilizar as músicas, ainda que gravadas pela formação atual da banda, o diretor deixou o filme mudo nos momentos em que as composições apareciam. “Foi a forma de a gente protestar”, diz Juliano. Algumas das faixas proibidas estão entre as mais conhecidas do grupo, como Roots e Attitude.

Max (ex-vocalista) saiu em 1997 e Igor (ex-baterista), em 2007. O documentário é somente um exemplo de que relação é conturbada, entre os membros fundadores e os remanescentes, no que diz respeito a direitos autorais.

A bem da verdade, há anos, são várias as “farpas” trocadas por integrantes do Sepultura em toda a história da banda desde a saída de Max.

SEPULTURA EM OURO PRETO (MG)

Sexta-feita (18 de agosto), às 23h.

No Centro Acadêmico da Escola de Minas (Caem).

Praça Tiradentes, número 9, Centro – Ouro Preto (MG).

Classificação: 18 anos.

Ingressos podem ser adquiridos pelo site da Sympla (clique aqui).