Wander em solenidade na qual estava o prefeito Júlio Pimenta. Foto: reprodução de Facebook

Depois de dois anos de mandato, o presidente da Câmara de Ouro Preto, vereador Wander Albuquerque (PDT), entrega a presidência da Casa Legislativa. Seu sucessor, escolhido na sexta-feira (14), é o vereador Juliano Ferreira (MDB), que da mesma forma que Albuquerque, faz parte da bancada de apoio ao prefeito Júlio Pimenta (MDB).

Minuto Mais – Quando o senhor estava em campanha para vereador, uma de suas metas, caso fosse escolhido presidente, era a realização do concurso público para a Câmara. Como está o processo? Por que o concurso ainda não saiu?

Wander – No fim do ano passado, contratamos uma empresa de advogados para fazer um levantamento das contas da Câmara de 2013 a 2016. Para essa empresa, foi pedido também a reforma do Regimento Interno da Câmara e o levantamento das condições para a realização do concurso público. Em maio, foi apresentado o estudo. Era necessário o preenchimento de 29 vagas. Isso de acordo com uma comissão que foi montada reunindo, inclusive, servidores concursados. Contudo, a realidade está difícil do município, e na Câmara não é diferente. Optamos, então, por preencher 15 vagas. Com três semanas de atraso, conseguimos aprovar a realização do concurso na Câmara. No próximo dia 21, haverá licitação para saber qual empresa será a vencedora. Deixo a gestão, com o concurso licitado e aprovado. Ao novo presidente, restará realizá-lo.

Nesse estudo sobre as contas da Câmara de 2013 a 2016 há alguma irregularidade?

Há um relatório que entreguei a todos os vereadores na terça-feira (11), entregamos também ao Ministério Público e ao Tribunal de contas. Está a cargo da Justiça averiguar.

O senhor, como presidente, conseguiu cumprir todas as suas metas?

Sim. Peguei uma Câmara endividada. Agora, estou deixando ela com as contas em dia; fornecedores pagos; 13º salário dos servidores pago; reduzimos em 44% as despesas da Câmara; concurso aprovado e licitado; escola digital que atendia a 200 crianças, agora, atende a 2.000 crianças; fizemos o levantamento das contas de 2013 a 2016; voltamos com o Projeto Vereador Estudante, o CAC antes fazia 250 carteiras de identidade por mês, e hoje, são 800.

Qual a avaliação que o senhor faz da Prefeitura de Ouro Preto?

A realidade de Ouro Preto não é diferente da maioria das cidades. Problemas financeiros dificultam a gestão. O ex-prefeito José Leandro (PSC) deixou uma dívida de R$ 43 milhões. A dívida do Estado de Minas Gerais com Ouro Preto são R$ 30 milhões. Perdemos arrecadação com o fechamento da Samarco. Isso porque 48% da empresa era em Ouro Preto. A Prefeitura peca por não deixar isso claro à população. Não mostra a realidade dos fatos como deveria. O povo cobra pela falta de serviços essenciais, e de fato tem de cobrar, como se a culpa fosse do prefeito. Na verdade, não é.

Matéria atualizada em 17/12/2018 às 21h20.

Deixe seu comentário: