Haroldo de Paiva Pereira era professor do IFMG em Ouro Preto — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Morreu na madrugada desta quinta-feira (17), o professor Haroldo de Paiva Pereira. Ele era professor de artes do IFMG Ouro Preto e foi encontrado inconsciente dentro de casa no domingo (13), no Morro São Sebastião, em Ouro Preto (Região Central de Minas). Haroldo foi espancado.

O nome do suspeito de ter cometido o crime é Rafael Luis de Oliveira Fernandes Ferreira. Ele mora na vizinhança da residência do professor.

Segundo o portal Mais Minas, homofobia pode ter motivado o crime. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) divulgou nota repudiando veementemente a brutal violência ocorrida contra o professor Haroldo. O sindicato corrobora com a versão de homofobia “uma vez que várias lesões na face do professor caracterizam o crime de ódio”, informou o portal. Depois do crime, o autor roubou a moto do professor para fugir da cena do crime.

Haroldo estava internado em Belo Horizonte.

De acordo com boletim médico divulgado antes da morte o dano cerebral causado pela falta de oxigênio foi grave. O professor ainda apresentou um quadro de infecção devido o fato de ter aspirado de secreção.

Horas depois do espancamento, a Polícia Militar informou ao portal Mais Minas “que uma vizinha do professor percebeu que a porta da residência dele estava aberta e as janelas fechadas, em uma situação atípica. Preocupada, essa vizinha teria ido até a casa do professor e o encontrou caído e inconsciente no quarto, com traumas no rosto e também na cabeça. Ele foi socorrido pela viatura do Corpo de Bombeiros. A PM disse ainda que não há detalhes sobre a motivação do crime, registrado como lesão corporal”

Imagens de uma câmera de residência vizinha podem ajudar nas investigações.

ITALGBT

O presidente da Organização Não Governamental ITALGBT, Leandro Dias, disse que muitos homens não se conformam por gostar de fazer sexo com homens. E esse seria o caso do assassino. “Então, depois do ato, ele não se aceita e não aceita o parceiro. Tal realidade é instigada pelo discurso de ódio recorrente de uma sociedade machista e patriarcal”, acredita Leandro.

O ONG é uma das entidades da Região dos Inconfidentes na defesa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, reconhecida por lei como de utilidade pública municipal.

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Atualizada às 15h43 de 17/01/2019.

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