Marotta com policiais em Jerusalém. Foto: divulgação

Não foi fácil chegar em Israel. Primeiramente, tem a parte  financeira, depois o emocional: os momentos longe das pessoas de quem você ama. E por último, a certeza do fato que você vai para um lugar em guerra, que existe a real possibilidade de conflito.

Aperfeiçoamento. Em qualquer profissão, aprimorar conhecimentos reflete diretamente na qualidade do trabalho. Com base nisso, o comandante da Guarda Civil Municipal de Ouro Preto (MG), Jonathan Marotta, passou 10 dias em Israel fazendo o curso “Operador de inteligência e contrainteligência militar e policial”. No curso, uma referência para policias do mundo todo, os instrutores são do serviço secreto israelense, unidade 504. Trata-se de uma unidade de especial de combate ao terrorismo.

Marotta na Faixa de Gaza. Local controlado pelo Hamas. Zona de grande tensão. Foto: divulgação

Perguntado pelo Minuto Mais o que significa um curso como esse para a Guarda Civil Municipal de Ouro Preto, ele respondeu: “Na guarda, é fundamental fomentar a criação de um setor de inteligência, destinado à produção do conhecimento afim de melhor orientar o gestor na tomada de decisão”.

Marrotta salientou que os participantes do curso estiveram em diversos locais dentro do país e também na fronteira. O comandante percorreu a Faixa de Gaza, fronteira com a Síria, Jordânia, Líbano e Jerusalém. “Disciplina e resiliência (capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças) são as palavras. Durante o período em que estive treinando, isso foi fundamental para executar cada tarefa”, afirmou.

Entre os ensinamentos, houve prática de tiro, que envolve o emprego de pistolas 9 mm e fuzis 556 voltado para a doutrina israelense. “Também adquiri um vasto conhecimento em técnicas de inteligência e contrainteligência policial”, garantiu.

Segundo o comandante, o curso foi custeado por ele, com recursos próprios. “Evidentemente não fica barato, mas tive a oportunidade e não poderia perdê-la. Agradeço ao secretário de Defesa Social, Dr. Ramos, pela liberação dos dias. Sem dúvida isso me ajudou muito”, disse.

De acordo com o dicionário Aulete, contrainteligência é atividade que tem como objetivo neutralizar a inteligência adversa, proteger o conhecimento sensível e manter o sigilo das operações de inteligência para evitar que agentes de outros países ou de instituições concorrentes penetrem no governo, forças armadas, agências de inteligência, ou em setores estratégicos de empresas.

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