Adriano Caldeira e Fred (artilheiro do Galo): 1h12 da manhã (hora de Brasília) desta terça-feira (4) em Cochabamba. Foto: arquivo pessoal

Viajar de Belo Horizonte (MG) a São Paulo (SP). Da capital paulista, pegar um voo para Santa Cruz de La Sierra (na Bolívia). De lá, para La Paz. Depois, ir de ônibus, por 9h, até Cochabamba. Tudo isso sozinho, em nome de uma paixão: chamada Clube Atlético Mineiro.

Ao todo, foram nada menos que 14h de viagem.

Durante a aventura, Adriano foi até Chacaltaya – um pico da Cordilheira dos Andes, de 5.421 m de altitude, a 30 km de La Paz. Foto: arquivo pessoal

O aventureiro desta história é o itabiritense Adriano Augusto Mesquita Caldeira (31) que já está em Cochabamba (Bolívia) e se prepara para ver no Estádio Félix Capriles, na quarta-feira (5), a partida Galo versus Jorge Wilstermann pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Não é a primeira vez que Adriano Caldeira se esforça pelo seu time do coração. Em Marrakesh (Marrocos), 2013, ele viu o Galo ser derrotado no Mundial de Clubes. Em Arequipa (Peru), no ano passado, presenciou a vitória do Galo de virada contra o Melgar.

“A paixão começou aos 5 anos de idade quando o meu a avô, Nilson Soares Caldeira, e meu pai (Orlando Caldeira) me levaram para ver o Galo no Mineirão. Depois disso, sempre pedia a meu pai para eu ver o Galo. Todos em minha casa são atleticanos. Quando fiquei mais velho e comecei a ganhar um dinheirinho, ia a todos os jogos no Mineirão. E agora, sempre que posso, vou ao Independência. Para ver o Atlético, já fui ao Rio de Janeiro e a São Paulo, por exemplo, e agora estou aqui, na Bolívia, curtindo muito a viagem. Não é só o jogo, aproveito para conhecer a cultura local e a história do lugar”, disse Adriano Caldeira, em entrevista exclusiva ao Minuto Mais, via WhatsApp.