Intendente Câmara em greve. Foto: Minuto Mais

ITABIRITO (MG) – Os professores das escolas estaduais Intendente Câmara e Engenheiro Queiroz Júnior irão, nesta terça-feira (10), tomar a decisão pela continuidade ou não da greve nas duas especificas instituições de ensino estaduais de Itabirito. A paralisação começou na cidade no dia 21 de março e desde então, os estudantes estão sem aula. 

A categoria reivindica o pagamento do piso salarial e o fim do parcelamento dos vencimentos. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), o governo já acumulou e não repassou à categoria dois reajustes, um relativo a 2018 e outro a 2017.

Em outras localidades de Minas, a paralisação começou no dia 8 de março.

Segundo o sindicato, a adesão foi de 40% em todo o estado. Em Itabirito, as escolas Professor Tibúrcio e Henrique Michel não aderiram ao movimento.

Já a Secretaria de Estado de Educação informou que 8% das escolas apoiaram totalmente a greve.

Com a palavra, o Governo de Minas

Segundo o portal G1, o Governo do Estado de Minas Gerais informou que está empenhado em cumprir o acordo assinado com a categoria em 2015.

O comunicado oficial diz que os reajustes salariais concedidos pela gestão Fernando Pimentel (PT) representam um aumento de 46,75% na remuneração dos professores e demais carreiras da rede estadual. Em janeiro de 2015, quando o governador assumiu, os professores de educação básica recebiam um salário inicial de R$ 1.455,33. Hoje a remuneração inicial do professor, para uma carga horária semanal de trabalho de 24 horas, é de R$ 2.135,64.

Em relação à correção dos salários segundo o índice de reajuste do piso nacional, o governo está impedido de enviar o projeto de lei à Assembleia Legislativa de MG em virtude de ter ultrapassado o Limite Prudencial de gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.