Fernando Morais. Foto: reprodução

Autor de “A Ilha”, “Olga”, “ChatA?, o Rei do Brasil” e “O Mago”, o renomado escritor Fernando Morais (71) A� nascido em Mariana (MG) e, segundo o jornal O Tempo (em matA�ria veiculada nesta quarta-feira 27), desde janeiro, vem sinalizando com o desejo de doar seu acervo pessoal para a terra natal dele.

a�?A ideia surgiu porque tenho uma biblioteca numerosa, em torno de 5.000 exemplares, a maioria de nA?o ficA�A?o. Eu pretendia doar para algum lugar, mas, quando fui mexer, descobri que, alA�m de livros, sou um guardador de coisasa�?, conta o escritor em entrevista ao repA?rter Raphael Vidigal, de O Tempo.

Casa em que o escritor Fernando Morais nasceu em Mariana (MG). Foto: reproduA�A?o/Facebook

Segundo o jornal, o acervo do escritor inclui a�?vozes de LuA�s Carlos Prestes, Fidel Castro, Yasser Arafat, Carlos Lacerda, Eric Hobsbawm. As letras de Gabriel GarcA�a MA?rquez, Augusto Boal, Otto Lara Resende, Dom Paulo Arns. Imagens raras de Paulo Coelho, Raul Seixas, Assis Chateaubriand e Olga BenA?rio Prestesa�?.

Ainda de acordo com o jornal, a�?todo o material estA? em fitas, vA�deos, fotos, cartas e outros suportes pertencentes ao jornalista escritora�?.

A Casa de Mariana, que abrigarA? o acervo, a princA�pio era para ser na edificaA�A?o onde o escritor nasceu. Contudo, segundo palavras de Fernando Morais, o atual dono do imA?vel pediu um preA�o muito alto.

A casa a ser usada, entA?o, serA? numa rua onde viveu o major Diogo de Vasconcelos no sA�culo XVIII.

A obra da Casa de Mariana, prevista para 2018, se darA? por meio de uma parceria entre Governo do Estado de Minas Gerais, Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Academia Marianense de Letras e Instituto Fernando Morais.

Segundo o periA?dico de BH, a�?atualmente, trA?s professores e oito estagiA?rios da Ufop trabalham para digitalizar todo o acervo cedido pelo escritor”.

a�?Estando na nuvem, como dizem, um pesquisador do CazaquistA?o que quiser escrever um ensaio sobre GetA?lio Vargas vai encontrar muito do que precisa sem sair da terra delea�?, avalia Morais em entrevista ao jornal belo-horizontino.