Rocha, Leo e Rildo conseguem liberação de R$ 930 mil para a Apac de Itabirito

A verba já estava prevista, mas não era liberada por questões burocráticas

Vereadores do PT de Itabirito com membros do Governo do Estado

Depois que o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Itabirito (Adesita), Denis Nonato, foi até a Câmara, há alguns meses, para pedir aos vereadores que ajudassem na liberação de verbas, por parte do Governo do Estado, para a construção do Centro de Restabelecimento Social (CRS) da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), os vereadores do PT se mobilizaram e sensibilizaram o governo a repassar os R$ 930 mil prometidos que faltavam para a construção do prédio em Itabirito.

A verba de R$ 1.860.000 já estava prevista, mas o governo repassou somente a metade. A outra parte não era liberada por questões burocráticas que têm a ver com a mudança do governo estadual. Como agora a administração estadual está nas mãos do Partido dos Trabalhadores, os vereadores petistas Rildo Xavier, Rocha do PT e Leo do Social usaram da influência que têm para que o recurso fosse de fato liberado.

Segundo Rildo, a verba estará à disposição nos próximos dias. “Com isso, o governo estadual está fazendo a parte que cabe a ele na construção do Centro de Restabelecimento Social da Apac”, disse o vereador.

Já a parte que cabe à Prefeitura, de acordo com Denis, ainda será repassada. “Estamos fazendo um convênio no qual o poder público municipal repassará R$ 250 mil em cinco parcelas”, disse ele.

Megaempresas

Há alguns meses, o Minuto Mais trouxe uma matéria exclusiva contanto que megaempresas de Itabirito (como Gerdau, Vale e Coca-Cola) não estariam ajudando na doação de verbas a construção do CRS da Apac. De lá para cá, algumas coisas mudaram.

De acordo com Denis, a Gerdau se dispôs a contribuir. Por sua vez, empresas como a Anex Mineração e a Loc Bem também entraram para a lista de empresas doadoras.

O que será o Centro de Reabilitação da Apac?

O CRS será um local onde os presos (condenados em Itabirito) poderão cumprir suas penas com chances maiores de ressocialização com, por exemplo, auxílio de psicólogos, uma equipe qualificada e a possibilidade de desenvolver trabalhos.

O presídio tradicional (no bairro Praia) continuará existindo e nem todos os presos terão direito a cumprir pena no CRS (a decisão é da Justiça).

No fim de 2011, em entrevista ao AgitoMais, a então juíza de Itabirito, Sabrina da Cunha Peixoto Ladeira, disse que no sistema convencional de recuperação de presos (que acontece em presídios e cadeias de Minas) mais de 50% dos condenados voltam a cometer crimes quando saem do cárcere. No sistema Apac, esse índice não chega a 15%. “Ou seja, quando o preso é recuperado, toda a sociedade ganha. Quando ele sai pior da cadeia, todos perdem”, disse a magistrada.

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