Helicóptero usado na operação. Foto enviada por meio de WhatsApp

Nesta terça-feira (19), dez pessoas foram presas em Itabirito (Região Central de Minas) em uma operação da Polícia Civil, coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Documentos, computadores, máquinas fotográficas foram apreendidas na Prefeitura, na empresa de transporte Souza e Braga, bem como em residências.

O promotor Umberto de Almeida Bizzo confirmou, ao Minuto Mais, que dois secretários da Prefeitura de Itabirito estão entre os presos.

Ele garantiu ainda que o prefeito Alex Salvador não está entre os detidos. “Não existe indício para prender o prefeito”, disse o promotor.

PC em Itabirito. Foto enviada por meio de WhatsApp

Todavia, Umberto Bizzo não quis dizer os nomes dos secretários presos, nem tampouco mais detalhes da operação, salientando que o processo corre em segredo de Justiça.

O representante do Ministério Público em Itabirito não quis nem sequer dizer o motivo das prisões e das apreensões. Contudo, uma nota à imprensa traz alguns detalhes (leia abaixo).

O promotor afirmou que o motivo não é eleitoral. Ou seja, não se trata de alguma fraude cometida durante a campanha. 

Sabe-se que, pelo menos, uma pessoa ligada à empresa Souza e Braga também foi detida.

Leia a nota envida pelo Ministério Público  

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Itabirito, do Grupo Especial do Patrimônio Público – GEPP, e  do Grupo de Apoio Operacional Policial – GOP – ligado ao Núcleo Especial de Combate à Corrupção – NECC –, e a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, deflagraram, na manhã desta terça –feira dia 19 de junho de 2018, a operação “Pedra Vermelha” para combater fraudes à licitações destinadas à contratação de empresas que executam serviços de transporte escolar, de pavimentação e “tapa-buracos” em Itabirito, bem como desvios de recursos públicos na destinação de verbas integrantes do Fundo de Desenvolvimento de Itabirito – FUNDI.

Os crimes praticados pelos integrantes da organização criminosa provocaram danos ao erário no montante de cerca de R$ 201.260.620, 61 (duzentos e um milhões, duzentos e sessenta mil, seiscentos e vinte reais e sessenta e um centavos), em razão de fraudes à licitações e contratos nulos firmados entre as empresas investigadas e o Município de Itabirito entre 2013 a 2018.

A operação contou com a participação de 03 (três) Promotores de Justiça, 03 (servidores) do Ministério Público,  15 Delegados da Polícia Civil e 59 (cinquenta e nove) Investigadores e Escrivães da Polícia Civil.

Foram cumpridos 10 (dez) mandados de prisão, incluindo 02 (dois) Secretários Municipais de Itabirito, e 17 (dezessete) de busca e apreensão, por indícios da prática de crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Os Promotores de Justiça e os Delegados da Polícia Civil fornecerão maiores detalhes da operação em entrevista coletiva na sede da Procuradoria – Geral de Justiça, às 14 horas.