Alex garante que não houve financiamento ilegal em sua campanha. Foto: Minuto Mais

A coluna “Aparte” do jornal “O Tempo” (de BH) destacou a mais recente Ação de Investigação Judicial contra o prefeito de Itabirito Alex Salvador (PSD). A denúncia, feita pelo Ministério Público Eleitoral e divulgada primeiramente com exclusividade pelo Minuto Mais, afirma que houve doações ilegais, por parte de empresas de transporte (do grupo Souza e Braga), para beneficiar a campanha eleitoral, ano passado, dos então candidatos Alex e Wolney Oliveira (o vice).

Segundo a coluna, Alex Salvador negou que tenha cometido qualquer tipo de irregularidade na campanha e disse não ter sido notificado pela Justiça Eleitoral sobre a ação. “Só teve a denúncia do Ministério Público, ainda não teve audiência, não foram ouvidas as testemunhas. Sinceramente, só posso informar detalhadamente sobre a ação a partir do momento que eu for notificado, eu vou saber o que é. Por enquanto, é só uma denúncia do Ministério Público e especulação de adversários”, declarou o prefeito ao “O Tempo”.

A fala de Alex causa estranheza uma vez que houve, sim, audiência a respeito do caso. Às 13h, do dia 10 de julho, de 2017, por exemplo, houve uma audiência na qual o empresário Otácio João de Souza foi ouvido.

Talvez, o prefeito tenha se expressado mal e tenha desejado dizer que ele (Alex) ainda não foi interrogado, mas, definitivamente seus experientes advogados estão mais que cientes a respeito do assunto e já passaram muitas informações ao acusado Alex Salvador.

A estratégia de dizer que ainda não conhece o assunto é uma velha tática da política brasileira. Tem a ver com o jargão de “A Praça é Nossa” (do SBT): “vai que cola!”, essa é a esperança do político que usa tal artimanha como forma de aliviar a sua situação perante a opinião pública.

O prefeito disse ainda à coluna que é vítima do juiz eleitoral Antônio Francisco Gonçalves. “Só nessa eleição me cassaram duas vezes, mas ganhamos no TRE, no TSE, em tudo. Tem um juiz aqui que tem problema pessoal comigo, e aí qualquer denúncia contra mim que chega para ele analisar, o juiz já manda cassar. Então, eu estou acostumado já com isso. É uma perseguição. Saiu do campo da Justiça e partiu para coisas pessoais. Nós vamos passar quatro anos nos defendendo”, afirmou o prefeito.

De acordo com o jornal, segundo Alex, as empresas investigadas “prestam grandes serviços para a cidade”.

Ainda de acordo com o “O Tempo”, o chefe do Executivo itabiritense “reafirmou que está totalmente tranquilo quanto à ação”.

Alex foi taxativo: “não houve absolutamente nenhuma irregularidade. Eu fui recordista em processos eleitorais; de 172 processos, já ganhamos 170. Que ele (juiz) é parcial, nem eu, nem a população toda temos dúvidas”.

O jornal belo-horizontino não mencionou que o prefeito está cassado atualmente por conta de outra acusação envolvendo questões eleitorais, e que só está no cargo porque recorreu da sentença. Sendo assim, Alex aguarda decisão do TRE-MG.

O juiz Antônio Francisco foi procurado pelo Minuto Mais para responder às acusações de Alex. Todavia, a reportagem foi informada de que ele está de férias e que só retornará a Itabirito dia 1º.

Entenda o que aconteceu em Itabirito segundo o MPE

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, o esquema em Itabirito funcionava da seguinte forma: as empresas Souza e Braga Transporte Coletivo e Ronilda Teresa Santos de Souza, ambas com sede na cidade, teriam dado dinheiro a funcionários, ex-funcionário e também a familiares dos donos das duas firmas para que essas pessoas físicas repassassem à campanha de Alex Salvador e Wolney.

Empresa não mais pode doar para campanhas eleitorais, nem sequer indiretamente (como denuncia o MPE que aconteceu em Itabirito).

Leia a coluna de O Tempo clicando aqui.

Atualizada às 2h19, de 28/7/2017.