Sistema Prisonal leva condenado. Foto - Minuto Mais

Álvaro Augusto dos Santos Marinho (19), mandante do assassinato de João Paulo Chaves Nogueira (que tinha 22 anos), foi condenado a 13 anos de prisão. O julgamento se deu nesta quarta-feira (28), no Fórum de Itabirito (Região Central de Minas) que ficou bastante movimentado.

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Os crimes do condenado: ser mandante do homicídio e ter realizado corrupção de menor.

O assassinato aconteceu em 2017, às 19h45, no dia 7 de janeiro, na Rua Belo Horizonte, nas proximidades do Supermercado Epa, em Itabirito.

Fórum lotado nesta quarta-feira (28). Foto: Minuto Mais

O suposto assassino é menor e responde pelo crime em liberdade. Ele está sendo julgado pela Primara Vara da Infância e Juventude e, se condenado, pode pegar de um a três anos (no máximo).

O mandante condenado

Em entrevista ao Minuto Mais, o juiz Antônio Francisco Gonçalves disse que depois de cumprido 2/5 da punição, o condenado pode requerer a progressão da pena.

Segundo o Ministério Público, autor da denúncia, isso quer dizer que o condenado, se tiver bom comportamento na prisão, pode ficar quatro anos e oito meses em regime fechado. Depois, pode passar para o semiaberto. E, mais tarde, para o regime aberto.

Soma-se à pena total, os quase dois anos que Álvaro já está preso.

Durante a leitura da sentença, o réu ficou de cabeça baixa. Álvaro saiu algemado dentro da viatura do Sistema Prisional. Na saída do condenado, não houve tumulto.

A defesa

Em entrevista ao Minuto, o advogado de defesa Obregon Gonçalves acredita que o júri foi severo e afirmou que já recorreu da sentença.

“Não existe prova da autoria e não houve tocaia”, disse o advogado de defesa. Argumentação essa que vai contra a versão de que a vítima teria caído em uma emboscada.

Motivo

O crime foi passional (de paixão). Álvaro namorava uma garota que namorou João Paulo.

Em um ato de fúria, João atropelou a garota em questão. A partir de então, Álvaro premeditou o crime.

O atropelamento foi um dos momentos de cólera envolvendo os três.

Família da vítima

O Minuto tentou conversar com os pais da vítima, mas eles não quiseram falar.

Amigos da vítima passaram a ideia de que a justiça foi feita. E o promotor do MP Vinícius Alcântara Galvão disse: “A pena é a máxima que se podia dar. Foi acolhida toda a argumentação do MP”.

Para o juiz, a pena foi justa. “O condenado poderia pegar de 12 a 30 anos, mas como ele é primário e tem bons antecedentes, a pena tente a se aproximar do mínimo legal”.

O crime

João Paulo Chaves Nogueira foi assassinado por um menor que pilotava uma moto Honda XRE de cor preta.

O assassino teria passado por diversas vezes na rua até que se deparou com a vítima e efetuou um disparo que acertou o pescoço de João Paulo. Uma testemunha teria reconhecido o criminoso.

João foi morto nas proximidades da residência onde ele morava.

Em tempo: o juiz determinou que não fossem realizadas fotos do condenado, nem sequer de costas. Determinação acatada pelo Minuto.

Matéria atualizada às 22h18, de 28/11/2018.