Leandro: um nome pela causa LGBT de Itabirito

Leandro Dias, presidente da ONG Ita LGBT - Foto: Minuto Mais

Leandro Dias, 39 anos, morador do bairro Funcionários de Itabirito, “nunca” teve dúvidas de sua orientação sexual. Contudo, há cerca de quatro anos, ele resolveu “sair do armário” como ativista LGBT. Com isso, as lésbicas, os gays, travestis e transexuais itabiritenses passaram a ter, por meio dele, um apoio institucional como nunca visto na cidade.

Leandro não se faz de rogado para deslanchar as lutas do Ita LGBT (Organização Não Governamental que ele preside): passa o dia trabalhando pela causa, levantando documentos e ouvindo seus pares.

R$ 30 mil foram conquistados por Leandro para promover a “3ª Semana da Diversidade Cultural e Cidadania LGBT Região dos Inconfidentes”, de 9 a 15 de novembro, que foi encerrada com a “Parada do Orgulho LGBT” que este ano contou com a participação do Grupo Urucum. Esse recurso veio do Governo do Estado de Minas Gerais (edital de patrocínio de eventos).

Bloco Urucum na parada LGBT Itabirito
Bloco Urucum – Foto: reprodução/internet

Parada

Este ano, a Parada não pôde ser realizada no Largo Municipal Professor Alírio (no estacionamento do Parque). O que era para ser um desconforto acabou tendo um efeito positivo. Por causa do contratempo, pela primeira vez, a Parada circulou em parte da Avenida Queiroz Júnior, área central de Itabirito.

Segundo Leandro, somente com o laudo do Corpo de Bombeiros, para a realização da Parada, foram gastos R$ 4 mil. Antes disso, no dia 10 de novembro, em uma solenidade simples realizada na Casa de Cultura Maestro Dungas, o movimento homenageou, com comendas, políticos e profissionais da imprensa que fizeram (no entendimento da ONG) trabalhos benéficos à causa aos Direitos Humanos (e em consequência ao movimento LGBT). Romeu Arcanjo, repórter do site Minuto Mais, e o jornal O Grito foram dois dos homenageados.

Por sua vez, no dia 13, aconteceu o Seminário sobre Cidadania LGBT com a presença da deputada federal Erika Kokay (PT).

Evolução

Para Leandro, desde que o movimento LGBT foi criado em Itabirito, houve conquistas para a “classe”. “Um exemplo prático foi melhora nos serviços de Saúde em Itabirito. Hoje uma ‘mulher trans’, como Vanessa Laporte Pink, não é mais tratada em uma Unidade pelo seu antigo nome masculino. Isso faz com que ela se sinta respeitada e tenha vontade de continuar qualquer tratamento”, acredita Leandro.

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