Cláudia (foto) morreu dias após o espancamento e depois de ter recebido alta no João XXIII. Ao lado, Moisés. Fotos: reproduções

ITABIRITO (MG) – O Minuto Mais esteve na delegacia nesta segunda-feira (8) para saber como está o caso envolvendo a vítima, que chegou a morrer, Cláudia Conceição da Silva (38) e o ex-namorado dela Moisés Augusto de Lima (31). Ela foi espancada por ele no sábado (16 de dezembro), em um bar do bairro São Matheus. O motivo seria passional. Nesta sexta-feira (5 de janeiro), ela morreu vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Por enquanto, Moisés não é procurado pelas autoridades policiais. 

A Polícia Civil (PC) investiga se o espancamento teve a ver com a sequência de problemas que a vítima sofreu. O laudo médico definitivo está sendo aguardado.

Um dia após o espancamento, no domingo (17), Cláudia deu entrada na UPA de Itabirito, diagnosticada com isquemia cerebral, problema que se dá por falta de oxigenação no cérebro. Ela foi, então, encaminhada às pressas ao Hospital João XXIII de Belo Horizonte.

Cláudia chegou a receber alta em BH. Contudo, em casa, nesta sexta-feira, sofreu o AVC e faleceu na Unidade de Pronto Atendimento.

Ainda não há mandado de prisão contra Moisés. Portanto, ele não é considerado um foragido.

Segundo a PC, algumas testemunhas foram ouvidas. Em alguns casos, a polícia está tendo de buscar testemunhas nas casas delas porque os depoentes não se dispõem a irem espontaneamente à delegacia.

Depois da morte, a situação de Moisés se complicou. Mesmo porque ele tem histórico de violência contra mulheres.

Há pelo menos um caso registrado na delegacia que diz respeito a crime cometido por ele, envolvendo uma segunda mulher, que se enquadra na lei Maria da Penha.

Com a palavra, a família da vítima

Em entrevista ao Minuto, Virlane Ferreira (28), casada com um sobrinho da vítima, disse que espera justiça e que a polícia tome as providências cabíveis. “Os médicos do João XXIII nos disseram que uma artéria do pescoço da Cláudia foi rompida por causa de um estrangulamento (isso teria provocado a isquemia). O laudo do IML sai daqui a 30 dias, mais ou menos, e por meio dele, nós vamos ter informações exatas sobre o que aconteceu com a Cláudia. Penso que absolutamente nada justifica a violência contra qualquer mulher”, desabafou.

A reportagem está tentando, mas ainda não conseguiu, pegar uma fala do acusado.

Matéria atualizada às 18h34 de 8/1/2018

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