Dorinho Senem cumprirá prisão domiciliar. Foto: imagem de internet

A juíza Rogéria Maria Castro Debelli, titular da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte, decidiu que o secretário de Segurança e Trânsito da Prefeitura de Itabirito, Artidório Pereira Senem (PMDB) – conhecido como Dorinho – cumprirá em casa a condenação por sonegação de impostos. O crime aconteceu em 2006 quando Dorinho não era funcionário da Prefeitura.

No entendimento da juíza, Dorinho por ser secretário municipal de Segurança tem o mesmo status de um secretário de Estado de Defesa Social e não haveria prisão adequada para ele. Por isso, cumprirá a pena em regime aberto.

Dorinho disse ao Minuto Mais que terá de cumprir 1/6 da pena de estabelecida (de 4 anos, 6 meses e 21 dias), que, segundo ele, seriam de 6 meses e 15 dias. “Eu já cumpri dois meses”, garantiu.

Ele pediu para que a matéria sobre o assunto não fosse publicada pelo Minuto. “É um assunto particular, não tem nada a ver com Prefeitura. Por isso, peço a você que não a publique”, disse.

De acordo com o advogado de defesa, Odimar Alves, houve falhas na conduta do processo contra Dorinho por parte do advogado que o antecedeu. “O pagamento da dívida poderia ter sido feito de maneira parcelada em até 120 vezes, mesmo depois da sentença, mas o advogado anterior não avisou isso a Dorinho. Esse advogado cometeu diversas falhas e, por isso, estamos entrando com uma revisão criminal para a anulação da decisão judicial. O processo não cabe mais recurso, somente essa revisão”, salientou o atual advogado de defesa, enfatizando estar confiante que o resultado será favorável a Dorinho.

Detalhes do caso

O secretário foi preso dia 8 de março, mas ficou somente alguns dias na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Dorinho foi preso por sonegação de impostos. A sonegação aconteceu em 2006 em empresa de propriedade do atual secretário, quando ele ainda não ocupava o cargo municipal. O montante devido ultrapassa R$ 2 milhões (valor não corrigido). A empresa, em questão, está inativa.

Na época em que Dorinho foi encaminhado para o presídio, a Prefeitura afirmou que não se pronunciará sobre o fato uma vez que se trata de um problema pessoal.