Quem vê João Vitor Chaves Silva, de 21 anos, morador do bairro de Lourdes, em Itabirito, na simplicidade de seu dia a dia, brincando com Arya, uma de suas cadelas, não percebe que por trás desse moço se esconde um gênio.

Massachusetts Institute of Technology - Foto reprodução-internet
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos – Foto: reprodução/internet

Ele é estudante de engenharia bioenergética na Fumec, em Belo Horizonte, e recentemente foi escolhido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, para apresentar o seu projeto “Montain Wolves” em uma feira de competição promovida por esta que é uma das mais respeitadas universidades do planeta. Contudo, a falta de recursos financeiros pode dar um fim ao sonho de João Vitor.

Projeto vencedor

O trabalho do estudante morador de Itabirito e de sua sócia Carolina Morimoto (da Universidade Federal de São Carlos) aprovado para participar da seleta competição é um software (de inteligência artificial) para quem quer começar um negócio.

“Um exemplo pode ser um empreendedor que quer montar uma empresa para vender chocolates. Por meio do sistema, o empresário pode entender o que está fazendo, recebendo conselhos e dicas de parcerias e de publicidade. Em segundo momento, o sistema mostra ao interessado como está o mercado de chocolates, qual é o futuro desse comércio e quais são os países que mais estão comprando o material”, explicou João Vitor. O chocolate é somente um exemplo. Segundo ele, o software pode se adaptar a qualquer tipo de negócio.

A vitória de João Vitor (por ter sido selecionado) ganhou projeção nacional depois que foi noticiada pelo Infomoney, um dos maiores sites de negócios e tecnologia do Brasil.

Sem dinheiro

Mas nem tudo são flores nesta história. João Vitor não tem condições financeiras de ir para os Estados Unidos. Por causa disso, por meio do site Kickante, ele fez um crowdfunding (financiamento coletivo) por meio do qual as pessoas podem ajudá-lo com quantias em dinheiro (para doar clique aqui).

Estudante João Vitor pode ir para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts MIT - Foto Minuto Mais (5)
João Vitor – Foto: Minuto Mais

Caso ele não consiga alcançar R$ 30 mil, o site devolverá o dinheiro àqueles que fizeram a doação. Esse montante é para as passagens, hospedagem, taxa do Kickante e seis mil dólares de taxa do MIT. Além disso, João Vitor montou uma estratégia de recompensas para as empresas que puderem ajudá-lo.

O estudante já tem R$ 8 mil. Entretanto, como já se sabe, tudo será devolvido se ele não alcançar os R$ 30 mil.

O Minuto Mais convoca os empresários da Região dos Inconfidentes a ajudar João Vitor. As empresas que puderem dar alguma contribuição terão seus nomes divulgados em uma segunda matéria sobre o assunto aqui no Minuto.

O tempo limite para doar é o dia 16 de julho. Depois esse prazo, Itabirito poderá perder a oportunidade de ter o nome de um morador da terra na “calçada da fama” dos negócios mundiais.

O jovem gênio não nasceu em Itabirito e sim em Teófilo Otoni. Contudo, como explica o dicionário Caldas Aulete, itabiritense é aquele que nasceu ou que vive em Itabirito. E João Vitor mora no município há mais 15 anos. Nada mais justo que chamá-lo de “itabiritense”.

Em tempo: João concluiu a oitava série na Escola Municipal José Ferreira Bastos (Bela Vista). E o segundo grau, ao mesmo tempo, no Cefet e na Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior (Industrial).

Atualizada às 14h22 – 22/06/2015