De maneira informal, assuntos foram colocados (...). Participaram ativistas e outros. Foto: Minuto Mais

Na noite de sexta-feira 24, o Movimento Ita LGBT, entidade de defesa social dos direitos humanos, comemorou três anos de fundação em Itabirito. Pode-se dizer que hoje esse movimento está entre as duas mais importantes ONGs da cidade. Itabirito, em Minas Gerais, “tradicionalmente” não tem o “costume” de se mobilizar. Diferentemente, por exemplo, da vizinha Ouro Preto. Por causa disso, as vitórias de uma ONG itabiritense soam ainda mais desafiadoras.

Uma das conquistas do movimento foi a lei 3077, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Alex Salvador. “A intenção dessa lei é que os direitos humanos sejam debatidos na escola. Algumas pessoas confundem identidade de gênero com ideologia de gênero. O que queremos é que os alunos sejam respeitados em sua identidade. Todos nós temos uma identidade. Queremos o respeito, a igualdade e as oportunidades não é só para gays, lésbicas e travestis, queremos também para as mulheres, os negros, índios etc. A dificuldade para que alguns entendam que todos nós merecemos oportunidades tem cunho religioso. Contudo, felizmente, vivemos em um estado laico, no qual as religiões têm de ser respeitadas. Mas as ‘regras religiosas’ têm 100% de validade somente dentro das igrejas”, disse Leandro Dias Oliveira, presidente do Ita LGBT.

As profissionais de
As profissionais de Saúde, Maria Inês e Denise Cunha, foram homenagedas pelo movimento. Foto: Minuto Mais

Leandro ainda salientou: “o respeito à identidade de gênero é somente uma das nossas lutas. Temos outras conquistas e mais para conquistarmos”.

Estiveram presentes na confraternização, entre outros convidados, o secretário de Cultura da Prefeitura de Itabirito, Ubiraney de Figueiredo e o vereador Gilmar Alfenas. “Estou aqui não só como Ubiraney, mas também como representante do prefeito que vem dialogando sobre as políticas públicas LGBT, visando combater as discriminação e garantir o acesso com equidade e respeito dessa população. O Ita LGBT é um movimento que saiu do ‘oba-oba’, aprendeu a dialogar e a colocar na mesa as suas reivindicações”, disse o secretário.

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