Érika Passarelli, acusada de matar o pai em Itabirito, vai a julgamento

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Foi adiado para a próxima segunda-feira, dia 10, o júri da ex-estudante de direito Érika Passarelli Vicentini Teixeira, acusada do homicídio de seu pai, Mario José Teixeira Filho, 50. O julgamento estava marcado para esta quinta-feira, dia 6. A sessão fica remarcada e terá início às 9h. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) esclareceu que o adiamento foi a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, porque a comarca da cidade está sem promotor. No julgamento, será autorizado o registro de imagens e de áudio pela imprensa, em momentos determinados pelo juiz. Os jornalistas poderão acompanhar a sessão no plenário.

Segundo o Ministério Público, o crime foi cometido por Érika e mais duas pessoas, P.R.O.F. e S.G.A.F., que tiveram o processo desmembrado. Ela era beneficiária de um seguro de vida contratado pelo pai. O julgamento será realizado no Fórum Edmundo Lins (rua João Pessoa, 251, Centro), em Itabirito, cidade onde foi cometido o crime. Filho foi assassinado em 5 de agosto de 2010, no km 43 da BR-356.

A ré responde pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante dissimulação. Érika foi denunciada em 4 de maio de 2011 e foi pronunciada (quando o juiz decide que um réu vai a júri popular) em dezembro de 2012.

Para o juiz Antônio Francisco Gonçalves, a materialidade do fato está descrita no relatório de necropsia e nos laudos periciais. Há, ainda, indícios suficientes de autoria, o que é suficiente para que a ré seja levada a júri popular.

Em seu depoimento na delegacia, Érika ficou em silêncio. Em juízo, ela negou a participação no crime e afirmou que tinha um bom relacionamento com o pai, de quem gostava muito. A ré afirmou ainda que nunca teria coragem de atentar contra a vida do pai e nem mesmo de mandar que outra pessoa o fizesse.

Uma testemunha ouvida no processo, contudo, afirmou que Érika e o pai se desentenderam e passaram a brigar com frequência, ocasiões em que a ré dizia desejar a sua morte.

O processo envolvendo os outros dois réus também tramita em Itabirito, ainda sem data de julgamento. Ele foi desmembrado porque, na fase inicial do caso, os réus estavam presos; e a ré, foragida.

Relembre o caso

Mario José Teixeira Filho, pai de Érika, e que tinha 50 anos, foi encontrado morto com três tiros na cabeça dentro de um carro, às margens da BR-356, no dia 4 de agosto de 2010. Ao levantar a ficha da vítima, a polícia descobriu que ele era estelionatário e aplicava golpes na capital com a filha. Os dois já tinham sido presos, e Teixeira era foragido da Justiça. A polícia também descobriu que, um mês antes de sua morte, a vítima fez três seguros de vida colocando Érika como a única beneficiária.

Segundo a polícia, o plano do pai e da filha era encontrar um corpo qualquer para forjar a morte dele. A estudante receberia os seguros e dividiria o dinheiro com o pai. Porém, um desentendimento entre os dois teria levado a filha a planejar a morte do pai. Érika ficou foragida por mais de um ano e só foi presa em março de 2012. Em agosto, nas fases de instrução do processo, ela se declarou inocente, disse que desapareceu por medo e que era a filha mais próxima do pai.

Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Fonte: Jornal O Tempo

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