O juiz Antônio, o professor Ricardo e o assessor de comunicação Warlley Rodrigues na foto com alunos da escola Professor Tibúrcio. Foto: Romeu Arcanjo/Minuto Mais

ITABIRITO (MG) – Pela segunda vez, turmas de alunos da Escola Estadual Professor Tibúrcio retornaram ao Fórum de Itabirito (MG), onde puderam conhecer um pouco da vida do juiz Antônio Francisco Gonçalves, bem como dos trabalhos desenvolvidos pelo do Poder Judiciário. Eles, mais uma vez, se mostraram bastante curiosos. O encontro mais recente aconteceu na semana passada.

Entre os assuntos abordados pelos alunos, houve questionamentos sobre pensão alimentícia. Contudo, a primeira questão teve a participação direta de muitos. Qual a função de um juiz? Os alunos responderam: “julgar”, “resolver”, “ajudar”, “mandar prender”, “lutar pela Justiça”, “sentenciar”, “defender” e “comandar”.

Em meio à explanação, o Antônio Francisco disse: “juiz não defende, quem defende é o advogado. E juiz não acusa. Isto é função do promotor (Ministério Público). Juiz não ajuda. Afinal, ele não é assistente social. Juiz, simplesmente, aplicada as leis feitas pelos vereadores, deputados estaduais, federais e senadores”, garantiu o magistrado.

Pensão para filhos

Sobre pensão alimentícia de pai para filho, aluno Luan perguntou: “e se o pai não quiser pagar a pensão?”. O juiz respondeu: “o pai tem três dias para pagá-la sob pena de prisão. Raramente, a pessoa consegue justificar a falta da pensão. Desemprego não é justificativa. O pai tem de dar seus ‘pulos’. Caso o filho esteja cursando faculdade, a pensão pode durar até os 25 anos de idade do filho”, disse o magistrado com base na lei.

Houve várias outras perguntas. Um café foi servido aos alunos patrocinado pelo Farid Supermercados. Ao final do encontro, os jovens assistiram a um vídeo a respeito do funcionamento do Poder Judiciário.

É a segunda vez que diferentes alunos da escola participam do encontro com juiz. Desta vez, foram 73 estudantes dos nonos e oitavos anos.

Dois projetos se uniram para que o encontro fosse possível: o de “Orientação Vocacional”, de autoria do professor Ricardo Francisco, que existe há 5 anos e tem a finalidade de fazer com que os alunos conheçam e se interessem por profissões diversas. E o projeto “Conhecendo o Judiciário”, do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de Minas Gerais. “O projeto do TJ, por meio da fala do sábio juiz, ajuda os alunos a conhecer a realidade brasileira. Isso é muito bom”, disse o professor Ricardo.

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