Gil com a sua mãe Elza Rodrigues Fortes. Foto: reprodução de Facebook

Ele nasceu em Itabirito, cantou no Coral Canarinhos, é filho da senhora Elza Rodrigues Fortes (moradora do bairro Bela Vista) e vai completar 51 de idade. Há 25 anos, Gil Fortes foi tentar a vida nos Estados Unidos, sem saber falar inglês e somente com 300 dólares na carteira. Nova York era o destino, e lá ele foi “mais longe” do que qualquer outro itabiritense.

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Junto com Londres e Tóquio, Nova York é um dos “centros de comando” da economia mundial. É a mais populosa cidade dos Estados Unidos. Contudo, “vencer na vida” (de fato) nos EUA não é tarefa fácil. Os “privilégios” existem para quem é cidadão americano ou possui o green card.

New York - Nova York
Nova York – Foto: reprodução/internet

Na megalópole americana, Gil morou durante anos em um apartamento de um quarto com outras três pessoas quando era entregador de pizza. Ele também lavou pratos durante um tempo. “Lavar pratos em país desenvolvido é o pior dos piores empregos que alguém pode ter”, disse Gil em entrevista exclusiva ao Minuto Mais.

Aos poucos, foi aprendendo inglês. Entrou para um coral e, nessa instituição, se familiarizou com a língua espanhola. “Eu me virava como podia. Uma coisa eu tinha certeza: eu queria vencer e não dava para fazer isso falando português em Nova York”, afirmou.

“Tinha ciência de que no começo falava inglês como se estivesse falando ‘nóis vai’, ‘nóis foi’ em português”, relatou. Todavia, hoje o inglês de Gil é fluente.

Com muita dificuldade, conseguiu o green card. Era a porta de entrada para “sonho americano”. Com ajuda do governo dos EUA, Gil fez um curso de cosmetologia (no qual apreendeu sobre cosméticos, moda e tendências).

Conheceu uma fotógrafa japonesa de moda que o indicou para trabalhar no Louis Licari Salon, um conhecido salão de beleza de Nova York, chamado de “o Rei das Cores”. Ele conquistou a vaga. O sonho começava, de fato, a partir de então. No Rei das Cores, ele ficou bons anos.

Hoje Gil Fortes (Gilberto, para ser exato), itabiritense, que não sabia falar inglês, que tinha somente 300 dólares na carteira, trabalha no renomado Pierre Michel Salon, um dos cinco melhores salões de beleza dos EUA.

Entre as suas clientes estão, nada menos, que Susan Sarandon (do filme Thelma e Louise). A atriz tem um Oscar, e foi indicada mais quatro vezes para o prêmio. Outra cliente é Jessica Lange (atriz de Tootsie e King Kong, por exemplo. E de seriados consagrados como American Horror Story, do poderoso canal Fox). Ela tem dois Oscars.

“Algumas vezes, o contato inicial não é com a atriz. O produtor do filme me procura e diz como o cabelo dela deve ficar”, disse ele. Gil é colorista (aquele que colore cabelos). Ele é uma das etapas pelo qual passa a atriz de Hollywood quando ela precisa mexer no visual. “Só o meu trabalho varia de 200 a 500 dólares por cliente. O serviço completo no salão não sai por menos de 1.000 dólares”.

Perguntado pelo Minuto se ele poderia mostrar alguns de seus trabalhos por meio de foto, ele disse que “não”. “Nos Estados Unidos, isso é crime. Tem a ver com a privacidade da cliente”, explicou.