Casal do Marzagão que “pedia ajuda” no WhatsApp fala com o Minuto Mais

Ficamos constrangidos. Estamos sendo tratados como mendigos, diz o pai

Jovécio e Marlene, moradores do Marzagão. Foto: Minuto Mais

Jovécio Almeida, 41 anos, e Marlene Xavier de Souza, 40, são um casal que vive há 4 meses na localidade do Marzagão, em Itabirito. Pais de cinco filhos pequenos, eles são pobres e estão desempregados, vivem de doações, mas garantem que não estão pedindo ajuda via internet e se sentiram humilhados ao terem a foto da família divulgada no WhatsApp em Itabirito. “Ficamos constrangidos. Fomos tratados como mendigos pela pessoa que publicou a foto pela primeira vez”, disse Jovécio, em entrevista exclusiva ao Minuto Mais.

Segundo ele, uma mulher que se dizia de uma igreja pediu para tirar a foto da família dele, dizendo que tal imagem seria usada internamente para que fiéis pudessem ajudar com alguma doação. “Não autorizamos a divulgação no WahtsApp”, disse Marlene.

Os dois admitem que estavam morando até antes de ontem, dia 29, quando foram divulgadas as fotos, em uma casa de pau a pique numa área do Marzagão que se chama Sítio Coqueiro Verde. Diz Jovécio que a moradia era provisória até que ele terminasse a construção de sua casa em um lote comprado por ele na mesma área da moradia improvisada. Contudo, Jovécio admite que não possui (ainda) qualquer documentação de propriedade.

Jovécio e Marlene estão em Itabirito há 4 meses. Vieram de Coronel Fabriciano seduzidos pelo boom de emprego na cidade, quando veio a crise e aqui eles ficaram desempregados.

Depois da divulgação das fotos, eles receberam a visita do Conselho Tutelar e da Defesa Civil. Segundo Marlene, o conselho determinou que a família se mudasse porque as crianças não poderiam viver em uma casa naquelas condições. A família, então, procurou uma outra residência, também no Marzagão, onde mora agora.

“Não estamos mendigando na internet. Perguntaram a nós se queríamos processar a pessoa que divulgou as fotos. Respondemos: não! Deixa pra lá. Deus olha por nós”, disse Marlene.

Deixe seu comentário: