A foto da agência Reuters mostra um dos milhares de tordos-sargentos que apareceram mortos depois dos fogos de passagem de 2016 para 2017, no Arkansas (EUA)

A exemplo do que aconteceu em Alfenas, Minas Gerais, a mineira Itabirito também cancelou a “queima oficial de fogos” na passagem de 2017 para 2018 em nome do bem-estar de animais. 

O que se viu e ouviu na cidade foi uma tímida manifestação desse tipo da parte de alguns.

O “espetáculo” de fim de ano, que nunca teve forte tradição em Itabirito, causa importantes impactos ambientais, o que prejudica animais domésticos e silvestres e, inclusive, pode matar pássaros.

Informações confirmadas por pessoas do alto escalão da Prefeitura de Itabirito dão conta de que o pedido para que os fogos fossem cancelados veio do vice-prefeito, Wolney Oliveira, que convenceu o prefeito Alex Salvador (PSD).

Em entrevista ao site BHAZ, uma especialista disse: “A nossa capacidade humana de perceber o mundo não é a mesma dos animais. A sensibilidade de audição e visão pode ser mais ou menos apurada para cada espécie. Nós temos um gradiente de cores muito mais complexo que a maioria dos animais, mas a percepção auditiva deles é mais apurada que a nossa”, disse a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal.

Editorial – Opinião do Minuto Mais

É claro que alguns vão reclamar do fim dos “fogos oficiais” em Itabirito. A maioria do tipo que nada que se faz, em hipótese alguma, é satisfatório.

Contudo, a decisão foi acertada. Isso porque a cada dia que passa mais situações que causam importantes impactos ambientais são introduzidas no nosso dia a dia. É garrafa de vinho e a lata de cerveja que são lançadas da janela do carro; é uma nova mineração que aparece; é o esgoto clandestino ligado à rede pluvial; um novo loteamento onde antes era área de mata; é o lixo queimado nos quintais; a não participação na coleta seletiva porque, digamos, “dá trabalho” (dizem alguns) separar o lixo; são os fogos que incomodam sobremaneira várias formas de vida etc.

Como as prefeituras têm de dar o exemplo, nada mais justo que abolir, de uma vez por todas, os “fogos oficiais”.

Além de prejudicar o meio ambiente (e por extensão, isso inclui o homem), fogos (de um modo geral) são dinheiro público jogado no lixo.

Novamente: alguns não aceitarão, mas a maioria é o que importa.

A maioria não lançando fogos e fazendo um pequeno esforço em nome do planeta já está de bom tamanho. E mais importante que isso é educar as crianças a respeito da importância de se cuidar da Terra para que futuro seja mais promissor que o hoje.

Atualizada às 2h05 de 2/1/2018.