Anitta foi um dos maiores sucessos de público para uma sexta-feira da história do Julifest. Foto: reprodução

Que Anitta é um megassuceso nacional, ninguém tem dúvida. Prova disso, é a multidão que foi assistir à apresentação da popstar em Itabirito (MG), na noite de sexta-feira (14) no Julifest 2017 – um dos mais importantes festivais da Região dos Inconfidentes.

Lívia Paiva, à direita, presidente do fã-clube (anittaozada, no Instagram) e Daiane Ferreira. Foto: Minuto Mais

Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 20 mil pessoas superlotaram a Praça de Eventos para ver a estrela. Para os bombeiros municipais, o número é ainda mais expressivo: 40 mil pessoas.

Contudo, a maioria dos entrevistados pelo Minuto Mais enfatizou o lado ruim da apresentação.

Não houve seleção dos depoimentos pelo site. Todos os entrevistados pela reportagem estão nas declarações a seguir:

“Colocaram um efeito na voz dela durante a apresentação que não ficou bom. Ela praticamente só dançou, parecia que não estava conseguindo cantar. Senti falta de um telão para facilitar a gente ver a apresentação”, disse Eliane Oliveira (29), de Belo Horizonte.

“No início, foi cansativo, chato, mas depois ficou bom. Eu amo Anitta”, afirmou Rachel Samara (12), de Itabirito, que confessa ser fã da estrela.

“Parecia que usaram playback, achei cansativo, mas nunca vi tanta gente no Julifest”, salientou Alexandre Tiradentes (52), de Itabirito.

Rachel Samara, Luciane Historiadora e Alexandre Tiradentes. Foto: Minuto Mais

“O show foi muito bom, a dança dela é bem legal”, disse Luciane Historiadora (43).

“O show não foi nada bom. Em Lafaeite, é ruim, mas tem mais policiamento. Não estou aqui por causa dela e sim pela festa”, disse Ana Santos (17), de Conselheiro Lafaiete

“É o 25º show que assisto da Anitta. Foi muito bom. Contudo, hoje ela estava estressada, eu a entendo, mas a maioria das pessoas, não”, disse Lívia Paiva (18), presidente do fã-clube da Anitta que se chama anittaozada (Instagram).

“Foi bom. Gosto de tudo na Anitta”, afirmou Bruna Duarte (7) que planejou há meses sair de sua terra (Passagem de Mariana) para ver a estrela em Itabirito.

“O show dela parecia que foi feito com playback. Muito lotado. A área não comporta mais a festa. Tinham homens urinando atrás dos banheiros femininos. Há shows muito melhores e muito mais baratos com U2 Cover de São Paulo e Lex Lutor. O Saulo Laranjeira (que antecedeu Anitta) parecia um velório”, disse Anderson Fernandes Abelha (41).

Turma que veio de Lafaiete para curtir a festa. À direita, Ana Santos. Foto: Minuto Mais

“Acho que por ser um show gratuito, não foi muito bom. Quero ir a uma apresentação paga da Anitta para ver se é diferente”, afirmou Lívia Delabrida (33).

GM no Julifest

A Guarda Civil Municipal (GM) de Itabirito é presença certa no Julifest 2017.

Vinte membros da corporação atuam dentro do evento (mais especificamente da portaria), auxiliando o serviço de segurança.

Contudo, a GM pode ser vista também na orla da festa, coibindo o furto em carros e furto dos próprios automóveis, bem como o arrombamento a residências nas proximidades do festival.

Às 3h da madruada, GM é solicitada para coordenar o guinchamento de carro estacionado em frente a uma garagem. O fato aconteceu nas proximidades da festa. Foto: Minuto Mais

Outra ação da GM é a retirada (por meio do acionamento do serviço de guincho) de carros estacionados em frente a garagens.

Atenção para furtos de celulares. No mais, o Julifest está tranquilo, diz PM

Na madrugada de quinta-feira (13) para sexta-feira (14), bem como a madrugada de sexta para sábado (15), segundo a PM, o Julifest 2018 não registrou ocorrências policiais relevantes.

Contudo, o furto de celular (retirado do bolso da vítima, na maioria das vezes, sem ela perceber) é uma constante no evento.

Oficialmente, foram três aparelhos furtados de sexta para sábado. Extraoficialmente, esse número pode ser bem maior.

Inclusive, o celular do repórter do Minuto Mais foi furtado da forma citada.

Um jovem, entrevistado pelo site, quase foi agredido por um bandido porque percebeu a ação do meliante e tentou recuperar o aparelho. Sem sucesso.