Alex Salvador, Orlando Caldeira e Pedro Ayres. Arte: Minuto Mais

As eleições em Itabirito ganham forma. Os partidos já finalizaram as convenções e já definiram os nomes que representarão as alianças. Duas coligações distintas disputam o poder local e um partido corre por fora.

De um lado está o próprio prefeito Alex Salvador (PSD) e Wolney de Oliveira. Ele é pré-candidato à reeleição e conta com apoio dos seguintes partidos: DEM, PEN, PMDB, PMN, PR, PRB, PRP, PRTB, PSB, PTN, PSC, PSDB, PTB, PV, PROS, PC do B, PSL e Solidariedade.

No outro lado, está o engenheiro Orlando Caldeira (PPS) e Élio da Mata, e os partidos: PT, PTC, PHS, PSDC, PP, PPL e PDT. Essa composição mostra que Orlando conseguiu alcançar um objetivo notável: a união de toda a oposição em prol de sua candidatura.

Correndo por fora está o engenheiro de telecomunicações Pedro Fontes Ayres (PSOL) e Daniely Magalhães. O partido se recusou a formalizar qualquer tipo de coligação por não concordar com o modelo de oposição praticado por outros grupos na cidade.

O calendário eleitoral determina o período entre 20 de julho e 5 de agosto para escolha dos candidatos. O registro das candidaturas ocorre até o dia 15. A campanha inicia a partir do dia 16.

Com a corrida eleitoral começando a esquentar, os pré-candidatos a prefeito de Itabirito começam a se posicionar sobre as propostas de cada grupo para as eleições municipais.

O pré-candidato Orlando Caldeira diz ser uma alternativa contra a desgastada polarização entre os grupos Manoel/Juninho, agora substituído por Alex. Segundo ele, seu grupo representa uma opção para quem deseja ver-se livre dessa política de queda de braços para uma gestão mais humanizada.

Sobre as principais propostas, Orlando deixa claro que vem para avançar, mas garante manter e até ampliar o que está bom. Ele reconhece, entretanto, que há muita deficiência a ser trabalhada.

Promete atacar a questão da falta de segurança e de emprego, construir uma escola no Padre Adelmo, além de olhar para as questões sociais, quer também ampliar o sistema viário, com foco na acessibilidade para os portadores de necessidades especiais.

Orlando pretende também construir um Centro de Operações, colocando as secretarias municipais em um espaço único, além de outras ações a serem detalhadas, em breve, no seu plano de governo.

Ele comemora a união da oposição em torno dos ideais de banir a corrupção e de exigir transparência. Ele ressalta que a transparência na administração pública não é um projeto e sim um princípio do grupo que o apoia.

Neófito na política, o pré-candidato Pedro Ayres não teme a polêmica. Ele garante representar a única opção verdadeira de ruptura ao atual sistema de favorecimentos a determinadas famílias e loteamentos de cargos públicos financiados exclusivamente pelos interesses monetários.

Pedro acredita que as forças postas na cidade distanciam a população da participação efetiva da política. Ele crê que a mudança partirá da juventude, pois ela busca a sintonia com a experiência de pessoas que inspiram a vida social do município.

Para ele, o dinheiro não é importante e sim o ser humano. Pedro esclarece que a intenção do PSOL é respeitar os sonhos das pessoas por uma sociedade mais justa e fraterna.

Caso seja eleito, ele promete uma radicalização da democracia. Isso significa que, em todas as esferas do Executivo, as decisões aconteçam de forma popular por meio de consultas públicas, diálogos com sindicatos, plebiscitos e afins.

Os secretários de Educação e Saúde serão escolhidos por meio de eleições pelos trabalhadores das respectivas áreas. Outro tópico crucial será o Planejamento Participativo: decidir em audiências públicas os investimentos prioritários do governo nos bairros.

Por fim, ele crê que o maior legado para a população de Itabirito será o regaste da efetiva participação popular nas escolhas da cidade e o enraizamento de vez dessa consciência participativa.

Os dados foram lançados e no dia 16 as campanhas oficialmente estarão nas ruas. Quem tenta a reeleição leva vantagem na disputa que está mais curta e com menos verba. Mas a insatisfação do eleitorado, por causa da crise que assola o país, é grande ameaça para a situação.

Dessa forma, acredito que a disputa será muito acirrada. De um lado, Alex Salvador com a máquina e uma coligação forte nas mãos. De outro lado, Orlando Caldeira, que conseguiu unificar toda a oposição em torno de seu nome e Pedro Ayres com a capacidade de aglutinar os eleitores mais idealistas.

Creio que a diferença entre a derrota e a vitória nesse pleito vai se dar na arena da comunicação, sobretudo na virtual. Aquele que tiver capacidade de levar as ideias e propostas de maneira clara, direta, com mais rapidez e emoção será o vitorioso.

Alex terá a tarefa de convencer o eleitor de que a continuação de seu mandato é o melhor para a população, por outro lado, Orlando e Pedro vão ter que convencer que a mudança é o melhor para a cidade.

Obs.: a assessoria de imprensa do pré-candidato Alex Salvador não respondeu às perguntas até o envio desse artigo para publicação.