O medo daqueles que são de paz. Imagem de internet

Pré-candidatos a vereador (de todos os lados) usaram o caso Ramon x Guarda Municipal para beneficiar suas “campanhas eleitorais” (…); a União da Juventude Socialista (UJS) quis aparecer dando apoio ao movimento do dia 6; pessoas ligadas, de alguma forma, ao banditismo aproveitaram para deixar claro: “aqui quem manda ‘é nóis’”. E, “pra variar”, a maioria da população “pagou o pato”.

A cidade ficou uma bagunça. Quem saiu quebrando não tinha um objetivo, um ideal, era puro oba-oba, afinal “aqui quem manda ‘é nóis’”.

Um misto de revolta e poder tomou conta dos manifestantes baderneiros. É bom se sentir importante! É bom dizer com convicção: “aqui quem manda ‘é nóis’”. Só uma coisa não foi, digamos, tão boa: o resultado.

Mesmo que doa em alguns que fique claro: não é recomendado bater na cara de um guarda municipal nem tampouco enfrentar o Batalhão de Choque. Promover o quebra-quebra na cidade? Muito menos. Por outro lado, é preciso uma reorientação da Guarda. E que o Poder Judiciário de Itabirito possa se manifestar de maneira menos tímida. Todavia, na hora de por na balança os prós e os contras, não se tem dúvida: melhor com a Guarda que sem ela.

Em TODA essa história, desde o começo no dia 1º, há de tudo: menos “anjos”.

Que sirva de lição: é pouco inteligente fazer campanha política com a desgraça alheia. É inconveniente apoiar uma manifestação com iminente risco de “descontrole social”. Quebrar a cidade não é coisa de “cidadãos de bem” que querem, simplesmente, exigir direitos.

Não se está aqui fazendo a defesa de quem quer que seja nem há neste texto o objetivo de apontar heróis ou vilões. A única coisa que é digna de defesa, agora, é a punição exemplar para os responsáveis pela maior baderna social da história de Itabirito.

O que aconteceu no dia 6 pode ser o começo de uma fase tenebrosa para a Cidade Encanto, fase essa que pode ser resumida em uma frase: “aqui quem manda ‘é nóis’”.

E as pessoas de bem, justamente aquelas que “não mandam” (que não enfrentam o Choque, que trabalham ou procuram emprego, e não atiram pedras), só têm uma opção: esperar por uma cidade mais ordeira, na qual “nóis” possam mandar um pouco menos.