Fila de caminhões em frente à Unidade Básica de Saúde. Foto: Minuto Mais


Na noite desta terça-feira (22), a reportagem do Minuto Mais esteve no ponto da BR-356 onde caminhoneiros manifestantes estão concentrados, em Itabirito (Região Central de Minas): um lote vago, um pouco acima do Terminal Rodoviária, ao lado da BR. Segundo os líderes do movimento, não existe data definida para o fim do protesto. De acordo com eles, vai depender da resposta do governo de federal.

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Os grevistas reivindicam redução no preço dos combustíveis, bem como diminuição dos impostos. Pelo menos, 16 estados haviam registrado, até o início da tarde de segunda (21), protestos de caminhoneiros. Portanto, a manifestação na 356, rodovia que liga Ouro Preto a Belo Horizonte, é uma das várias que estão acontecendo no país.

Com relação ao aumento do preço do óleo diesel, um dos motivos da manifestação, somente na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos.

Uma fila de caminhões parados no acostamento pode ser observada por quem passar pela rodovia.

Apesar de ser quase uma unanimidade o motivo do protesto, nem todos estão de acordo com a imposição da organização grevista de obrigar os caminhoneiros a não seguirem viagem. “Você acha que queria estar aqui? Muitos podem voltar para a casa, são de Belo Horizonte. Eu moro em Santa Catarina. Eles deveriam fechar Brasília e não as rodovias”, diz Pedro Paulo Felipe, da empresa transportadora Tesba.

Por sua vez, Liuson Oliveira, motorista de caminhão do Epa BH, considera o movimento justo. Ele recebe hoje pelo frete exatamente o mesmo valor que recebia há 3 anos. “Mas os preços de tudo subiram muito”, afirma.

Liuson garante que parou por respeito ao movimento, em solidariedade aos colegas e para não danificar o patrimônio da empresa.

Isso porque caso ele resolvesse passar, poderia haver algum tipo de represália e o caminhão ser danificado, como, por exemplo, pedras serem atiradas no veículo por manifestantes.

Todavia, um dos líderes do movimento Marcos Vinícius Braga garantiu que o movimento é pacífico, e se o caminhoneiro não quiser parar, ele poderá voltar. Contudo, provavelmente, esse caminhoneiro, segundo ele, encontrará algum grupo pelas estradas de Minas que o obrigará a aderir ao movimento.

Mais informação no vídeo acima.