Juiz conversa com membros da Mesa Diretora da Câmara logo após a explanação do magistrado sobre violência contra mulheres em Itabirito. Foto: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Câmara de Itabirito

ITABIRITO (MINAS GERAIS) – 984 assinaturas foram conseguidas pelos alunos de psicologia da faculdade Alis em um abaixo-assinado “para que a cidade fomente a discussão, por meio de audiência pública, para a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher”, disse o juiz Antônio Francisco Gonçalves, nesta segunda-feira (19), durante reunião ordinária da Câmara de Vereadores. Na oportunidade, o magistrado explanou sobre a importância do conselho em uma cidade como Itabirito em que 70% dos processos que chegam ao Fórum são relacionados à violência contra mulheres.

PUBLICIDADE
WhatsApp Minuto Mais

O juiz entregou, ao presidente da Casa Legislativa, Rodrigo do Porco (PSD), as assinaturas que foram recolhidas durante a Semana de Desenvolvimento Econômico que aconteceu neste ano.

Comitê Municipal dos Direitos da Mulher já foi instituído em março

De acordo com a Assessoria de Direitos Humanos da Prefeitura de Itabirito, o Comitê Municipal dos Direitos das Mulheres foi instituído em 8 de março (Dia Internacional da Mulher) deste ano. Contudo, tal comitê ainda será implantado.

Segundo a assessoria, um comitê (no caso) teria força de conselho, e (em Itabirito) estará ligado ao Conselho Municipal de Direitos Humanos, que ainda não foi criado.

Informações dão conta de que a realidade de violência em Itabirito, o empenho do juiz e da Prefeitura, bem como o abaixo-assinado devem acelerar os processos para a criação (de fato) do conselho (ou comitê) da mulher.

Em tempo: o Conselho de Direitos Humanos, segundo a Prefeitura, englobará outros três comitês: LGBT, igualdade racial e juventude.