Presidente jair Bolsonaro durante coletiva no CCBB, após anuncio de novos ministros. Brasília, 28-11-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Matéria do Poder 360 – Está marcado para esta 5ª feira (10.jan.2019) o depoimento do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no caso de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, citado em 1 relatório do Coaf por movimentação atípica, de R$ 1,2 milhão, na conta bancária, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Em uma das transações, 1 cheque de R$ 24.000 foi destinado à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

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Filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado estadual não respondeu até o momento ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre o convite feito. Flávio não é investigado.

Flávio foi convidado em dezembro, após Fabrício José Carlos de Queiroz faltar pela 2ª vez (21.dez.2018) a 1 depoimento que iria prestar ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Segundo o MP-RJ, “por prerrogativa parlamentar”, o senador eleito pode “optar por outra data”.

Assim que o caso veio a público, Flávio Bolsonaro afirmou que Fabrício Queiroz sempre foi de sua confiança e que não há “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar.

FABRÍCIO QUEIROZ RECEBEU ALTA DE HOSPITAL NA 3ª

Fabrício Queiroz recebeu alta do hospital Albert Einsten na tarde de 3ª feira (8.jan). Segundo o hospital, Queiroz estava internado desde 30 de dezembro de 2018. Ele foi submetido a uma cirurgia para retirada de 1 tumor maligno no intestino.

No mesmo dia, a mulher de Fabrício Queiroz, Márcia de Aguiar, e suas filhas Nathália e Evelyn faltaram a depoimento no MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Em 28 de dezembro, os advogados do ex-assessor de Flávio Bolsonaro apresentaram atestados de saúde que justificavam as ausências dele nos depoimentos ao Ministério Público.

BOLSONARO FALOU SOBRE O CASO EM 1ª ENTREVISTA COMO PRESIDENTE

Na 1ª entrevista após tomar posse, concedida ao SBT em 3 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que “não tem nada a ver com essa história”.

“Eu o conheço desde 1984, ele foi meu soldado na brigada paraquedista, foi trabalhar no gabinete do meu filho, deputado estadual. Sempre gozou de toda a confiança minha e mais de uma vez eu já havia emprestado dinheiro a ele. Eu já emprestei dinheiro pra vários funcionários também… Eu dou essa liberdade, não vejo nada demais nisso aí, não cobro juros, nada. Ele falou que vendia carros, eu sei que ele fazia rolo… Mas, agora, quem vai ter que responder por isso aí é ele”, afirmou.

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