Produção cresce de maneira tímida. Foto: Agência Brasil

Por Mariana Ribeiro, do Poder 360 – A produção industrial cresceu 0,1% em novembro na comparação com o mês anterior. É pior resultado para o mês desde 2015, quando havia caído 2%.

Mesmo tímida, a alta interrompe uma sequência de 4 taxas mensais negativas. Os números com ajuste sazonal (espécie de compensação sobre eventos isolados do período para comparação) foram divulgados nesta 3ª feira (8.jan.2018) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Arte: Poder 360

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de novembro é insuficiente para recuperar a queda acumulada nos meses anteriores, de 2,8%. “O índice ficou próximo à estabilidade e, entre as atividades, houve mais taxas negativas que positivas.”

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (série sem ajuste sazonal), a indústria caiu 0,9%. A queda vem depois de uma expansão de 0,8% no mês anterior.

NO ANO

No acumulado dos primeiros 11 meses do ano, a indústria cresceu 1,5%. Já em 12 meses, avançou 1,8%.

“Os índices acumulados do ano e nos últimos 12 meses continuam positivos, mas o setor seguiu mostrando perda de ritmo frente aos meses anteriores”, avalia o IBGE.

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QUEDA EM 16 DOS 26 RAMOS 

“Na ligeira alta de 0,1% da atividade industrial na passagem de outubro para novembro de 2018, somente uma das 4 grandes categorias econômicas e 10 dos 26 ramos pesquisados mostraram crescimento na produção”, diz a instituição.

Pelo lado das altas, a influência mais relevante veio do ramo de produtos alimentícios, que avançou 5,9%. Outros destaques positivos são: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%).

Na outra ponta, o desempenho negativo mais relevante foi verificado em veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 4,2%, eliminando o crescimento de 2,8% de outubro.

Outros impactos negativos vieram de: máquinas e equipamentos (-3,2%), produtos diversos (-13,3%), outros produtos químicos (-2,0%), indústrias extrativas (-0,6%), produtos de minerais não-metálicos (-1,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,8%) e de impressão e reprodução de gravações (-7,9%).

Considerando apenas as grandes categorias, 2 dos segmentos apresentaram queda em relação ao mês anterior e 1 apresentou estabilidade:

bens de capital: -2,7%;

bens intermediários: 0,7%;

bens de consumo semi e não duráveis: 0%;

bens de consumo duráveis: -3,4%.

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